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Gisele Leite - Articulista
Área do Autor

Professora universitária há mais de três décadas. Mestre em Filosofia. Mestre em Direito. Doutora em Direito. Pesquisadora-Chefe do Instituto Nacional de Pesquisas Jurídicas.

Presidente da ABRADE-RJ - Associação Brasileira de Direito Educacional. Consultora do IPAE - Instituto de Pesquisas e Administração Escolar.

 Autora de 29 obras jurídicas e articulista dos sites JURID, Lex-Magister, Portal Investidura, COAD, Revista JURES, entre outras renomadas publicações na área juridica.


Artigo do Autor

O enigma do entendimento

Resumo: Entre a Esfinge e Édito há comunicação inaugura o recorrente enigma do entendimento. É certo, porém, que através das diferentes tecnologias de informação e comunicação a dinâmica e a necessidade de entendimento não diminuíram.

 

Palavras-Chave: Comunicação. Tecnologia. Entendimento. Diálogo. Internet

 

 

As recentes tecnologias de comunicação nos propõem uma renovada questão das formas de sociabilidade humana e, que se referem a majoração de oportunidade de troca, interação, compartilhamento tanto de textos, como sensações e emoções. Em síntese, ampliaram e aperfeiçoaram as formas de comunicação humana. Mas, será que com isto, os relacionamentos melhoram? E, as trocas efetuadas foram positivas?

Infelizmente, ao que tudo indica os diálogos efetuados pela internet apesar de dilatar a interatividade, não implementaram, necessariamente, maior efetividade e qualidade na comunicação. Por essa razão, é preciso rever e redimensionar o conceito de comunicação.

É sabido que termo, em geral, significa o ato de transmitir e trocar signos e mensagens, referindo-se mais além à circulação de bens e pessoas. De forma mais abrangente, a comunicação se aplica aos processos técnicos de transmissão e troca de mensagens que vieram com a imprensa, o rádio, televisão e telefones e computadores. Cada desses é uma espécie de "médium" que repassa as mensagens.

Afora isso, a comunicação social supõe um plano interpessoal, mediatizado (executado por empresas) e um plano institucionalizado (transmissão cultural, social e, etc.). Em todas as definições pecam por se aterem ao plano formal da comunicação, são meras definições nominalistas que nada dizem sobre o processo e procedimento humano de comunicação.

Desta forma, se quisermos nos manter distantes dos usos difusos e propriamente físicos da comunicação, que se relaciona diretamente com comum e comunhão. O que implica na ideia de pertencer ao mesmo tempo. Em Platão, toda semelhança deriva de uma participação efetiva de uma ideia, que seria comum.

A comunhão refere-se à semelhança de sentimentos, crenças, noções entre duas ou mais pessoas que têm consciência dessa semelhança. Bréhier afirmou por exemplo, que as comunhões são responsáveis pela criação da atmosfera que dá a cada um dos membros, uma espécie de bem-estar moral.

O termo, portanto, franqueia a comunicação de consciências, o que Jaspers cogita por nos aproximar muito da ideia de comunicação. E, ainda de acordo com Lalande, a comunicação pode ainda cogitar da hipótese dos espíritos se comunicarem inconscientemente, de uma maneira total ou parcial, analogamente à maneira que ocorre na percepção.

Esses campos de definições correntes de comunicação oscilam com o fato empírico de alguém mandar algo a outro alguém através de determinado código.  Trata-se de forma neutra, fria e indiferente do processo de comunicar.

Tais definições tecnocráticas do ato comunicativo estão ligadas as formas oficiais, conservadoras e identificadas com visão de mundo, não efetivamente política de comunicação. Em geral, servem de consolos ou justificativas para que aqueles que vivem numa sociedade em que ninguém se comunica de fato e, se satisfaz com substitutos ou mecanismos ilusórios.

Afinal, existem mensagens eletrônicas em quantidade extraordinária e, o contato com as pessoas dos mais diferentes contextos, mas o permitem mantendo cada um separado do outro, fechado, em seu universo, intocável e solitário.

Os mais atentos estudiosos de comunicação se dedicam à pesquisa linguística, e ora à pesquisa de sistemas de comunicação, enquanto grandes complexos de transmissão de informações, ora se preocupam com as comunicações espontâneas ou inconscientes. São todos modelos parciais e não dão conta de todo processo comunicacional.

Aliás, a linguística seja formalizando a língua como um sistema à parte do resto do mundo e dos contextos de vida, seja enxergando a comunicação como procedimento pragmático em que o que vale são os resultados, coloca-se sistematicamente acima das coisas, é o entendimento de Sellares e demais pragmáticos norte-americanos, para os quais a linguagem é a macroexplicação para todos os fenômenos sociais.

A propósito, tal pretensão chega ser ridículo, pois pretende ser a absoluta matriz de todos os fenômenos sociais. O mesmo engano é diuturnamente cometido pelo semiólogos e semioticistas ao defenderem que tudo no mundo deve se subsumir à linguagem, todos os campos do saber humano são apenas subterritórios da linguística. Esse idealizado macro-saber é ingênuo, ademais todo sistema se quiser demonstrar coerência deve sair de seu próprio quadro conceitual, pois somente os princípios interpretativos exteriores que o próprio sistema não pode criar por si mesmo, permitem demonstrar que ele não encerra nenhuma contradição. Por isso, que a gramatologia[1] de Jacques Derrida[2] supera a linguística estrutural, pois consegue relativizá-la e enxerga nesta, os vícios teóricos nas próprias concepções de Saussure[3] que questionam seu conceito de significado.

Saussure insiste que o signo não é uma relação simples entre significante e significado, mas numa diferença, ou mais, em quatro termos diferentes, nunca coincidentes, ou correspondentes, que não existem antes, mas só depois de seu emprego, o signo reúne de modo positivo as diferenças, que são valores. Esses valores só existem baseados na consciência de sujeitos falantes, pois apenas percebem as diferenças, ou seja, só há consciência dos valores.

Convém ainda, ressaltar outros vícios, se os estruturalistas digladiam pelo que está sendo comunicado versus o que não está sendo transmitido pela linguagem, o que levou aos estudiosos afirmarem que absolutamente tudo comunica. Basta estar vivo para estar comunicando.

Mas, questiona-se se não há confusão entre a transmissão obrigatória de sinais, com um mero existir com a comunicação? Outro engano é acreditar que para comprovar a presença no mundo tem que ser visto. Porém, existem coisas que não são visíveis e que se comunicam, há seres que são visíveis e, passam totalmente invisíveis e despercebidos, isto é, comunicar encerra necessariamente a validação do outro ou das outras coisas e, isso remete à questão do reconhecimento.

 

Hegel[4] cogita a esse respeito no fato de que cada consciência só realmente existe na medida em que é reconhecida por outra, não existe consciência de si somente por si mesma. Da mesma forma, os processos comunicacionais não podem jamais existir na unilateralidade. E, o que significam algumas fórmulas modernas de comunicação eletrônica, de trocas on line nos ambientes virtuais senão mecanismos unilaterais, ou então, de sociabilidade com a máquina?

Afinal, a comunicação aspira muito além. E, a falácia de que a comunicação baseada na frase (da linguística estrutural) foi superada pela pragmática, assim como pelos construtivistas, que consideram a cena e toda a moldura do ambiente. Mas, existem outros detalhes que são sequer considerados.

Merleau-Ponty[5] cogita sobre a experiência do diálogo que se constitui como terreno comum, in litteris: " meu pensamento e o do outro formam um tecido comum, meus propósitos e os de meu interlocutor são solicitados pelo estado da discussão, se inserem numa operação comum da qual nenhum de nós é criador. Há aí, portanto, ser em dois, e o outro, para mim, não é aqui mais um simples comportamento no meu campo transcendental, nem aliás, eu no dele, nós somos um para o outro, colaboradores numa reciprocidade perfeita, nossas perspectivas deslizam de uma para outra, nós coexistimos através do mesmo mundo.

No diálogo eu me libero de mim mesmo, os pensamentos do outro são seus pensamentos, não sou eu que os formo, apesar de os apreender mal eles surgem ou os ultrapassar e, mesmo, a objeção que me faz o interlocutor extrai de mim os pensamentos[6] que eu não sabia possuir, se sorte que se eu lhe empresto meus pensamentos, ele me faz pensar de volta.

O fato é que todos falam de comunicação, tanto que o termo virou termo da moda, um clichê cultural que se aplica a todas as circunstâncias. E, por isso mesmo, um termo que já não diz quase nada. O enigma da mensagem e da comunicação é a tentativa de recuperar a ideia que se associa de forma plena ao ato comunicativo, desdobrando-o para além de suas dimensões conhecidas e viciadas, buscando os vestígios de um objeto perdido.

A esfinge era um monstro alado com corpo de mulher e leão que afligia a cidade de Tebas. Primeiramente, apresentava aos homens o seguinte enigma: Qual animal anda pela manhã sobre quatro patas, a tarde sobre duas e a noite sobre três? Como nenhum dos homens conseguira decifrar tal enigma, a esfinge os devorava... até que Édipo, filho de Laio conseguiu decifrar afirmando que era o homem, pois na infância engatinha, na fase adulta é bípede e envelhecido necessita de bengala.

Com seu enigma, então finalmente decifrado, a esfinge sofreu enorme dor e frustração, tanto que se jogou num precipício e pereceu fatalmente. A origem do nome ‘esfinge’ vem da palavra grega sphingoque significa estrangular.

Em verdade, o enigma da comunicação é o mesmo do entendimento humano que desafia o tempo, as tecnologias e, principalmente, a humanidade[7].

 

Referências:

BAUMAN, Z. Bauman sobre Bauman. Tradução de Carlos Alberto Medeiros Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

KARNAL, Leandro. O dilema do porco-espinho. Como encarar a solidão. São Paulo: Planeta, 2018.

GOMES, Neusa Demartini. Formas persuasivas de Comunicação Política. Propaganda política e publicidade eleitoral. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2001.

MARCONDES FILHO, Ciro.  O espelho e a máscara. O enigma da comunicação.2ª ed. São Paulo: ECA-USP, 2019.

 

[1] Na palavra gramatologia, "grámma, grámmatos", remete à letra, à escritura. Mais abrangente que a de escrita, no sentido corrente de termo, a noção de escritura, em Derrida, compreende e excede a de linguagem. Essa afirmação supõe, é claro, uma determinada definição de linguagem. A gramatologia, para Derrida, é a ciência que permite pensar as possibilidades de se fazer ciência, o que em seu trabalho inclui a crítica ao logicismo. Fazer ciência seria não mais que" escrever" o reincidente, o que se repete no real. Essa concepção é, como se sabe, absolutamente diferente da que confere às representações científicas o caráter de verdade.

[2] Derrida assume que a linguagem é o habitat natural de toda sua atividade filosófica e literária. E não é para menos: a operação de desconstrução que o tornou célebre seria impensável sem os textos, os verdadeiros objetos da desconstrução. A quase totalidade de seu trabalho se dá sobre textos escritos por outros, sobre os quais ele se debruça para efetuar a característica desmontagem da estrutura e o consequente descentramento de sentidos já consolidados. Nesses textos, a identificação de esquemas conceituais armados pela linguagem clássica da filosofia é só um primeiro passo, pois o que lhe importa é escrutinar as dobras do tecido da escrita para encontrar textos que lá se escondem e desvendar feixes de significados pressupostos que de algum modo teriam permanecido implícitos e ocultos. Os textos estão, portanto, no ponto de partida, em toda a travessia e na chegada (sempre provisória) das empreitadas analíticas de Derrida. Com ele cabe perfeitamente dizer que “no início era o signo”. Não por acaso, é precisamente pelo signo que sua proposta de desconstrução da metafísica logocêntrica começa, e a vantagem de começar pelo signo é precisamente a de começar pelo que essa tradição sempre considerou como secundário. Começar por aí é colocar-se, de saída, já no desvio.

[3] A natureza do signo é dupla, mas em que consiste esta duplicidade? Um significante está irremediavelmente “colado” a um significado que lhe é correspondente? Tal ideia retomaria a questão antes postulada por Aristóteles de uma língua como nomenclatura, uma lista de termos que correspondem a uma lista de coisas na realidade. Apesar de retirar uma referência direta a realidade, a ideia nuclear de Aristóteles ainda estaria presente na reflexão saussuriana.

[4] Dialética do Senhor e do Escravo descrita por Hegel, o senhor arrisca sua vida na luta e, ao vencê-la, torna-se senhor. O escravo, com medo da morte, nada arrisca aceitando por isso sua condição de escravo, o que o torna algo como uma “coisa” nas mãos do senhor. Contudo, na relação entre os dois um movimento dialético inverte os papéis: desaprendendo a fazer as coisas, o senhor torna-se dependente delas, vira escravo do escravo; já o escravo torna-se senhor delas, por poder dominá-las e, com isso, senhor do senhor.  Além do mais, o senhor não se realiza plenamente pois o escravo “reduzido a coisa” não constitui o polo dialético adequado para o senhor. O escravo parte do desejo: o desejo é uma forma de negar o mundo e seu verdadeiro fim é a afirmação da consciência.  A subjetividade só se afirmar na medida em que o desejo se apoie sobre uma outra consciência, isto é, um outro desejo. Para cada consciência em si mesma, a outra é a negação de si e esta negação se exprime através de uma luta mortal. Aceitando o devir escravo para preservar sua vida, um dos dois reconhece o outro como senhor; segue-se que ambos se reconhecem como sendo outros, nenhum tem de fato consciência de si, ela não se conhece a não ser na alteridade.

[5] A linguagem expressiva é o modo pelo qual o sujeito falante adquire o sentido que quer exprimir. A fala e o pensamento estão envolvidos um no outro, o sentido está enraizado na fala, e a fala é a existência exterior do sentido. (MERLEAU-PONTY, 1984). O autor pontua que as dificuldades são superadas através da atribuição de um sentido à palavra, o exprimido não existe antes da expressão, se pressupõe significações dadas antes da expressão, também um ideal de pensamento anterior à linguagem. In: PONTY, M. M. O olho e o espírito. São Paulo: Seleção de Marilena Chauí, 1984.

[6] Desejamos ressaltar que o caráter fundador da linguagem se mostra nas relações ambíguas entre fala e pensamento, sentido e palavra, significante e significado. Esta ambiguidade, presente em todas as formas de linguagem, constitui a natureza do fenômeno expressivo, revelando a abertura de nossa faticidade originária ao mundo e a nós mesmos.

[7] E Polo disse: “O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos ao estar juntos. Existem duas maneira de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte dele até deixar de percebê-lo. A

segunda é arriscada, exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, abrir espaço para ele.” ITALO CALVINO, As cidades invisíveis.

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